quinta-feira, 24 de maio de 2012

Instrumentos e Técnicas de Intervenção do Serviço Social

O Serviço Social é chamado pelo Estado e pelas Empresas para intervir nas diversas expressões da "questão social" através das Políticas Sociais, mas com a finalidade de promover o controle, a reprodução (material e biológica) e as mudanças no cotidiano da vida social dos usuários do Serviço Social. Portanto, surge na história como uma profissão fundamentalmente interventiva. 
No momento de sua emergência, atua nas Políticas Sociais com funções meramente executivas. O Movimento de Reconceituação do Serviço Social, criticou essa visão e com o aprofundamento teórico-metodológico (diálogo com a obra marxiana) rompeu com o caráter meramente executivo e passou a elaborar, coordenar e executar as Políticas Sociais. 
Atualmente é fundamental que o profissional do Serviço Social seja crítico e questionador para que possa conhecer a realidade tal como ela realmente é, rompendo com a mera aparência. De posse desse conhecimento, o profissional pode planejar sua ação com muito mais propriedade, visando à mudança dessa mesma realidade. Com isso na ação profissional, o assistente social constrói suas metodologias de ação (instrumentos e técnicas de intervenção social), porém são os objetivos profissionais (construídos a partir de uma reflexão teórica, ética e política e um método de investigação) que definem os instrumentos e técnicas que serão utilizados, e não o contrário. 
Os instrumentos são os elementos mediadores e potencializadores do trabalho, ou seja, é a estratégia por meio da qual se realiza a ação. As técnicas dizem respeito a habilidade humana de fabricar, construir e utilizar instrumentos para que ele se torne o mais utilizável possível. O que se coloca para o assistente social, então, é sua capacidade criativa.
Sabendo-se que o instrumento número 1 do Serviço Social é a linguagem, pois ela possibilita a comunicação entre os profissionais e aqueles com quem interagem.
Podemos elencar 2 tipos de linguagem:
1) Linguagem oral ou direta  Instrumentos de trabalho diretos ou "face a face":
 Observação Participante - Não se trata de uma observação "neutra", pois além do profissional observar para conhecer a realidade, ele interage com o outro e também é observado.
 Entrevista Individual ou Grupal - É uma comunicação direta do assistente social com um ou mais usuários. É diferente do diálogo, pois se tem um entrevistado e um entrevistador. Com isso, o assistente social ocupa um papel diferente do usuário, pois cabe ao profissional conduzir o diálogo, direcionando-o para os objetivos que se pretende alcançar. A entrevista é o momento em que o usuário pode ser ouvido e pode exprimir suas ideias, vontades e necessidades.
 Dinâmica de Grupo - Serve para levantar o debate sobre determinado tema com um número determinado de usuários ou para atender um maior número de usuários que estejam vivenciando situações parecidas. Utiliza jogos, brincadeiras, simulações visando a reflexão de determinadas temáticas.
 Reunião - Estabelece a reflexão sobre determinado tema, mas tem como objetivo a tomada de uma decisão. 
 Mobilização de Comunidades - Mobilizar e envolver os membros de uma população.
 Visita Domiciliar - Tem como objetivo conhecer as condições, modos de vida e a realidade da população usuária.
 Visita Institucional - Tem o objeto de conhecer e avaliar o trabalho desenvolvido por uma Instituição e/ou visitar uma Instituição com a qual o usuário do Serviço Social mantém algum vínculo.
2) Linguagem escrita ou indireta  Instrumentos indiretos ou "por escrito":
 Atas de Reunião - Registro de todo processo de uma reunião, contém as discussões, as opiniões e, principalmente, as decisões tomadas e a forma como o grupo chegou a ela.
 Livros de Registro - Muito utilizado em locais onde circula um grande número de profissionais de modo que a equipe possa saber o que está sendo desenvolvido, portanto, são anotados(as) as atividades realizadas, telefonemas recebidos, questões pendentes, atendimentos realizados...
 Diário de Campo - São anotações livres dos profissionais em que sistematizam suas atividades e suas reflexões no cotidiano. É interessante para a realização de futuras pesquisas. 
 Relatório Social - É o relato dos dados coletados, das intervenções realizadas e das informações adquiridas durante a execução de determinada atividade. Os relatórios podem ser internos (de uso e manuseio do assistente social e da equipe que ele compõe) ou externos (uso e manuseio de agentes que não fazem parte da equipe). 
 Parecer Social - Avaliação teórica e técnica realizada pelo assistente social dos dados coletados. 

Independente do instrumento que se utilize, deve-se ter a dimensão ético-política, ou seja, nossas ações devem estar em sintonia com o Projeto Ético-Político.

Fonte:
SOUSA, Charles Toniolo de. "A prática do assistente social: conhecimento, instrumentalidade e intervenção profissional."

quinta-feira, 10 de maio de 2012

"Questão Social", Políticas Sociais e Serviço Social

A "questão social" tem uma história recente que data da 3ª década do século XIX e surge para dar conta do fenômeno que a Europa Ocidental estava experimentando devido os primeiros impactos da industrialização iniciada na Inglaterra no final do século XVIII, que trata-se da pauperização. 
Pela primeira vez na história se registra que a pobreza crescia na razão direta em que aumentava a capacidade social de produzir riqueza. Ao mesmo tempo em que a sociedade cada vez mais produz bens e serviços, mais aumenta os membros da sociedade que não terão acesso efetivo a esses bens e serviços e não terão mais aquelas condições materiais de vida que possuíam anteriormente. 
A Revolução de 1848, foi um divisor de águas, pois o proletariado deixou de ser "classe em si" para ser "classe para si" tendo a consciência de que as expressões da "questão social" são produtos do Modo de Produção Capitalista. Logo, os pauperizados não se conformam com a situação vivida e isso faz com que a classe trabalhadora se mobilize, questione e problematize a ordem capitalista. Foi a partir disso que o pauperismo (pobreza acentuada e generalizada) designou-se "questão social". 
A análise marxiana da Lei Geral de Acumulação Capitalista revela que os diferentes estágios (desenvolvimento) capitalista produzem de acordo com as particularidades sócio-históricas e nacionais, diferentes manifestações da "questão social" que é determinada pela relação capital x trabalho (exploração).
No Capitalismo Concorrencial a "questão social" foi tratada com freqüência como caso de polícia visto que o proletariado era considerado como classe perigosa. E o Estado era liberal em que tudo se resolveria no mercado e o Estado não poderia intervir na/regular a economia. O Estado protegia a propriedade privada, agia em situações emergenciais, formava e controlava os efetivos de defesa e repressão (os exércitos), mas não promovia Políticas Sociais. 
Os capitalistas visam a mais-valia e tem por objetivo a acumulação cada vez maior de capital (sem acumulação não existiria Modo de Produção Capitalista), porém este não é um objetivo só do conjunto dos capitalistas, mas de cada um, fazendo com que invistam em tecnologia como recurso da concorrência, logo só os possuidores e controladores de grandes massas de capital terão espaço na arena econômica, em que o processo de concentração de capital (acumulação de capital) juntamente com o processo de centralização de capital (fusão de capital) faz surgir os monopólios. Tem-se, então, o Capitalismo Monopolista. 
Sabendo-se que a acumulação de capital depende da exploração da força de trabalho (produz seu próprio valor e o excedente) compreende-se que isso traz conseqüências para os trabalhadores como o desemprego que resulta não só do progresso tecnológico e do desenvolvimento das forças produtivas, mas sim do desenvolvimento das forças produtivas sob as relações sociais de produção capitalista; pauperização absoluta (degradação geral das condições de vida e do trabalho) e relativa; e, o Exército Industrial de Reserva que possui funções como: forçar os salários para baixo, disponibilizar a força de trabalho através do deslocamento geográfico para novos ramos e, enfraquecer a organização política dos trabalhadores. 
Então, por essas alterações na vida social que passou a ser regida por monopólios e o fato da riqueza produzida ser cada vez mais apropriada por poucos (concentração de renda) e a pobreza crescer em razão direta a essa apropriação houve a necessidade de que a partir desse momento o Estado intervisse no mercado, regulasse a economia e enfrentasse as manifestações da "questão social" que estavam postas e esse enfrentamento se dará também por meio das Políticas Sociais que por mais que respondam a luta dos trabalhadores, visam a preservação, ampliação e legitimação do Modo de Produção Capitalista (produção e reprodução de mercadorias, mais-valia e relações sociais). Portanto, as Políticas Sociais surgiram no contexto sócio-histórico de passagem do Capitalismo Concorrencial para o Capitalismo Monopolista.
A relação das Políticas Sociais com o Serviço Social surgiu quando, na implementação destas Políticas, o Estado capitalista passou a requerer diversas profissões (dentre elas, o assistente social) como mão-de-obra contratada e com uma qualificação sócio-técnica em constante aprimoramento exigida por uma divisão do trabalho. Num primeiro momento, o Serviço Social atua nas Políticas Sociais com funções meramente executivas (executor final). Posteriormente, com o Movimento de Reconceituação, o Serviço Social rompeu com o caráter meramente executivo e passou a elaborar, coordenar e executar Políticas Sociais e, viabilizar a intervenção estatal sob a "questão social". A "questão social" é, então, o objeto de trabalho dos assistentes sociais tanto no Campo quanto na Academia. Porém o conceito/entendimento da "questão social" não é unanime na profissão, pois há uma variedade de referência teórica que compreende e atribui sentido diversos à "questão social". Portanto, sem a "questão social" não há Serviço Social, mas está longe o dia que a profissão irá acabar pelo esgotamento de seu objeto. Além dos limites impostos ao Serviço Social pela Instituição que o contrata, a situação de pobreza e de exclusão exacerbada, característica da sociedade capitalista, põe outro limite ao Serviço Social em que para reverter esse processo serão necessárias profundas modificações nas Políticas Públicas, mas também, na estrutura da sociedade capitalista.

Fontes:
GRANEMANN, S. "Políticas Sociais e Serviço Social" IN: REZENDE, I. e CAVALCANTE, L. Serviço Social e Políticas Sociais. 3ª ed. RJ: Editora UFRJ, 2009. 
NETTO, J. P. e BRAZ, M. "Economia Política: uma introdução crítica." 5ª ed. São Paulo: Cortez, 2009. (Cap. 5). 
NETTO, J. P. "Cinco notas a propósito da 'questão social'". IN: NETTO, J. P. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. Cortez; São Paulo, 2007 (p. 151-162).
SOUSA, Charles Toniolo de. "A prática do assistente social: conhecimento, instrumentalidade e intervenção profissional."
YASBEK, M. C. "Classes Subalternas e Assistência Social". São Paulo: Cortez, 1993 (p. 35-39).

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Estudo de Caso: Planejamento Familiar

Durante o primeiro encontro do Planejamento Familiar no CMS Milton Fontes Magarão, uma das usuárias relatou que já havia sido vítima de violência doméstica pelo ex-companheiro com quem chegou a ter um filho, sendo ele envolvido com o tráfico de drogas. Segundo ela, ela tentou várias vezes se separar, mas encontrou muita resistência por parte dele que chegou a seqüestrar alguns de seus familiares para que reatassem a relação. Teve um período em que ele esteve preso e ela o sustentou na cadeia e mesmo assim conseguiu comprar sua casa própria. Quando ele foi solto, foi morar na casa dela, como ela não queria mais manter a relação e ele se recusava a sair de lá, então ela mesma decidiu ir embora. Tempos depois ele foi morto e ela recuperou tudo que era dela. Hoje ela está casada com um outro homem muito diferente do ex-companheiro, afirma ela. 

No segundo encontro, durante a apresentação dos métodos contraceptivos, o atual marido da usuária levantou uma questão sobre quanto tempo o espermatozóide sobrevive fora do corpo, explicando posteriormente que o motivo da pergunta é que eles têm uma amiga homossexual (“que tem nojo de pênis”, segundo eles), mas que deseja ter um filho. Então, para ajudá-la eles estavam pensando e querendo saber se seria possível a amiga realizar uma “inseminação caseira” (recolher o espermatozóide da camisinha e injetar na amiga com uma seringa) ou que a usuária e o marido tivessem relação sexual e na hora da ejaculação, ele ejaculasse próximo a vagina da amiga. 

Será que este homem abriria mão da paternidade ou futuramente irá requerê-la? 
Como ficaria a relação dos três e de uma possível companheira da amiga? 
E a criança? 
Quais as conseqüências que podem ser acarretadas para essa usuária ao sair de uma relação “repressiva” para uma aparentemente “liberal”? 
Como o Planejamento Familiar pode agir nesse caso?

Fonte:
Observação, realizada pela estagiária Luanna Martins, dos encontros do Planejamento Familiar, coordenados pela assistente social Debora Telha, no Centro Municipal de Saúde Milton Fontes Magarão.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Planejamento Familiar


Lei nº 9.263 de 12 de Janeiro de 1996
CAPÍTULO I 
DO PLANEJAMENTO FAMILIAR 
Art. 1. O planejamento familiar é direito de todo cidadão, observado o disposto nesta Lei. 
Art. 2. Para fins desta Lei, entende-se planejamento familiar como o conjunto de ações de regulação da fecundidade que garanta direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal. 
Art. 4. O planejamento familiar orienta-se por ações preventivas e educativas e pela garantia do acesso igualitário a informações, meios, métodos e técnicas disponíveis para a regulação da fecundidade. 
Art. 9. Para o exercício do direito ao planejamento familiar, serão oferecidos todos os métodos e técnicas de concepção e contracepção cientificamente aceitos e que não coloque em risco a vida e a saúde das pessoas, garantida a liberdade de opção. 
Parágrafo único – A prescrição a que se refere o caput só poderá ocorrer mediante avaliação e acompanhamento clínico e com informação sobre seus riscos, vantagens, desvantagens e eficácia.

No dia da inscrição no Programa de Planejamento Familiar serão marcados 3 encontros no CMS Milton Fontes Magarão. O conteúdo observado no 1º encontro do grupo do Programa de Planejamento Familiar: Apresentação dos membros do grupo, reflexão e debate sobre Planejamento Familiar; sexualidade (abordando gênero, violência doméstica e sexual contra mulher e relacionamentos familiares); anatomia e fisiologia dos órgãos externos e internos reprodutores e sexuais femininos; e, avaliação com o grupo. O conteúdo observado no 2º encontro: Anatomia e fisiologia dos órgãos externos e internos reprodutores e sexuais masculinos; ovulação; ciclo menstrual; métodos naturais; métodos de barreira; e, avaliação com o grupo. E, o conteúdo observado no 3º encontro: Métodos hormonais; esterilização; DST/AIDS; e, escolha do método contraceptivo.

Contaminação e Prevenção
Prevenir ainda é o melhor remédio para evitar a contaminação!!! 
A contaminação das doenças sexualmente transmissíveis ocorre pelo contato sexual e pode atingir os mais diversos públicos (seja homem, mulher, idoso, adolescente, solteiro, casado, homossexual, heterossexual...). 
Campanhas educativas e de conscientização são necessárias para a socialização de como e porque utilizar não só métodos que evitem uma gravidez indesejada, como também, a camisinha que é o único método que previne além da gravidez, a contaminação e a disseminação das DST (como sífilis, gonorréia, candidíase, herpes genital, HIV e em algumas doenças, como o HPV, há a necessidade também da vacinação). 
É fundamental associar os métodos, ao teste de HIV e outras DST, a consultas regulares ao ginecologista com a realização de exames periódicos, para que se possa detectar cedo a doença e ter a possibilidade de salvar ou prolongar vidas. 
Aids não se contrai pelo beijo ou abraço. 
Lembre-se: Prevenção sim, preconceito jamais.

Métodos Contraceptivos
É importante ter a consciência de que nenhum método é o mais adequado para todas as mulheres ou homens, de todas as idades... Por isso é imprescindível participar do Planejamento Familiar e ser acompanhada(o) por um médico, pois juntamente com ele decidirá qual o melhor método para você. Justamente por isso, o Capítulo II do Planejamento Familiar aborda os crimes e as penalidades. É crime induzir ou instigar dolosamente a prática da esterilização cirúrgica, assim como, realizar esterilização cirúrgica mesmo que com a permissão do esterilizado caso ele esteja sob influência de álcool, drogas, estados emocionais alterados ou com incapacidade mental temporária ou permanente.
Reduz as chances de uma gravidez indesejada e previne das DST/Aids.
Camisinha feminina 
Encontre uma posição confortável para você. Segure a camisinha com o anel externo pendurado para baixo. 
Aperte o anel interno e introduza na vagina. Com o dedo indicador, empurre a camisinha o mais fundo possível (a camisinha deve cobrir o colo do útero). 
O anel externo deve ficar uns 3 cm para fora da vagina. Essa parte que fica para fora serve para aumentar a proteção (durante a penetração, pênis e vagina se alargam e então a camisinha se ajusta melhor). 
Até que você e seu parceiro tenham segurança, guie o pênis dele com a sua mão para dentro da sua vagina.

Camisinha masculina 
Abra a embalagem com cuidado. Nunca com os dentes para não furar a camisinha. Coloque a camisinha somente quando o pênis estiver ereto. 
Desenrole a camisinha até a base do pênis, mas antes aperte a ponta para retirar o ar. Só use lubrificante à base de água, evite vaselina e outros lubrificantes à base de óleo. 
Após a ejaculação retire a camisinha ainda com o pênis ereto, fechando com mão a abertura para evitar que o esperma vaze da camisinha. 
Dê um nó no meio da camisinha e jogue-a no lixo. Nunca use a camisinha mais de uma vez e mais de uma durante a mesma relação sexual.


Reduz as chances de uma gravidez indesejada, mas não previne das DST/Aids.
Diafragma

Espermicida

DIU

Adesivo Cutâneo

Pílula Anticoncepcional

Pílula do Dia Seguinte
Há profissionais que considere esta pílula como emergencial. 

Injetável

Implante

Esponja

Anel Vaginal

Vasectomia (Definitivo)

Laqueadura (Definitivo)

Fontes:
Lei nº 9.263 de 12 de janeiro de 1996 do Planejamento Familiar.
Seminário solicitado pela professora Magdala Vasconcelos, disciplina Orientação e Treinamento Profissional  I - Saúde Reprodutiva, elaborado pelas alunas Ivanilda Vitoriano, Lorena Vianna, Luanna Martins e Monique Macedo.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Cultura da Paz no Programa Saúde na Escola da Área Programática 2.2

A CAP 2.2, campo de estágio de Paula Peixoto, recebe todas as fichas SINAN com o eixo na Violência dos hospitais, policlínicas, SMS,..., cobertos pela área 2.2, e através dessas fichas e por meio reclamações realizadas pelos diretores de escolas, pais de estudantes, viu-se a necessidade do Serviço Social estar presente no Programa de Saúde na Escola, a fim de garantir o direito à dignidade humana. Relatarei brevemente o que é esse programa, e o que nós do estagiários e profissionais da área estamos realizando dentro do mesmo.

O Programa Saúde na Escola (PSE), lançado em setembro de 2008, é resultado de uma parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação que tem o objetivo contribuir para a formação integral dos estudantes por meio de ações de promoção, prevenção e atenção à saúde, com vistas ao enfrentamento das vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e jovens da rede pública de ensino, construindo desta forma, uma cultura de paz nas escolas. 

O programa está estruturado em quatro blocos, estamos inseridos na execução do segundo que trata da promoção da saúde e da prevenção, onde serão trabalhadas dimensões da construção de uma cultura de paz e combate às diferentes expressões de violência, consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Também neste bloco há uma abordagem à educação sexual e reprodutiva, além de estímulo à atividade física e práticas corporais.

Existem formas de violência que parecem não ter jeito de ser resolvidas. Mas acredite, sempre tem. A violência pode acontecer dentro de casa, com maus tratos físicos, abuso sexual e psicológico, negligência por partes dos responsáveis. E pode acontecer fora, como nos casos de trabalho e prostituição infantis, violência nas escolas ou nas ruas, etc. 

A Escola é um espaço para a convivência social e para o estabelecimento de relações favoráveis à promoção da saúde. Por ser um lócus de inclusão e covivência de diversidade, é fundamental na construção da cidadania. Reconhecer a violência é o primeiro passo para criar meios de enfrentamento a fim de concretizar tal cidadania assegurando a todos o preparo básico para a vida em um mundo melhor. Não deixe a violência começar. Mas, se ela começar, lembre-se: você tem meios de pará-la.”

E um desses meios de enfrentamento que pretendemos utilizar é arte cênicas, que após o primeiro contato entre a Assistente Social e seus estagiários com os estudantes de uma escola do Município do RJ abordando a temática do bullying, dados foram levantados, e foi percebido que há uma elevada quantidade de alunos insatisfeitos por sofrerem tal violência, além de outras. E será devido a esses dados que desdobramentos ocorrerão: proporcionaremos peças teatrais, articulado com a professora de teatro da escola, que tem o eixo temático na promoção de paz, onde os próprios estudantes serão autores e protagonistas, e , ao se identificarem nas estórias e nos personagens farão reflexões e terão possíveis mudanças comportamentais. Nosso objetivo é integrar, envolver cada estudante dentro dessa cultura, sobretudo aqueles que possuem um quadro de violência exacerbado. E para que tal atividade tenha um maior impacto na vida desses estudantes, a colaboração de professores é importantíssima. 

Baseado nas aulas de Técnicas Interventivas, podemos observar que outra alternativa instrumental para o enfrentamento, é a visita dominiciliar, que ao ser acionado por meio de denúncias provindas das Unidades Escolares, o Serviço Social faz as visitas domiciliares a fim de compreender as condições sócioeconômicas e sanitárias e identificar veraciadade nas denúncias.

quinta-feira, 5 de abril de 2012


Existem muitas outras vantagens

para o bebê:
  • O aleitamento materno protege as crianças contra doenças, como: Otites, alergias, vômitos, diarreia, pneumonias, bronquiolites e meningites.
  • Além do leite materno ser mais facilmente digerido, melhorar a formação da boca, do alinhamento dos dentes e do desenvolvimento mental do bebê, a amamentação promove uma ligação emocional muito forte, entre a mãe e o bebê, o que proporciona a criança um bom desenvolvimento e uma boa relação com as outras pessoas.

para a mãe:
  • A mãe que amamenta sente-se mais segura.
  • A amamentação protege a mãe do cancro de mama que surge antes da menopausa, protege também da osteoporose, da anemia (as mulheres que amamentam demoram mais tempo pra voltar a menstruar, com isso as suas reservas de ferro não diminuem com a hemorragia mensal).
  • A amamentação ajuda a mulher a voltar, mais depressa, ao peso que tinha antes de engravidar, ajuda o útero a regressar ao seu tamanho normal mais rapidamente.
  • A perda de sangue depois do parto acaba mais cedo. 
  • Amamentar é muito mais prático! Não é necessário esterilizar e levantar-se a noite para preparar os biberões. 

para a família:
  • A amamentação é muito mais econômica!


De acordo com a Organização Mundial de Saúde, as crianças devem fazer exclusivamente uso do leite materno até 6 meses de idade, a partir dos 6 meses devem receber alimentos complementares, mas continuar com o aleitamento materno. Todas as crianças devem ser amamentadas até, pelo menos, completarem 2 anos de idade.


Dormir na mesma cama que seu bebê facilitaria a amamentação noturna que são muito importantes, pois a mãe teria a chance de um maior repouso já que seu bebê pode mamar sempre que queira, sem que a mãe tenha que levantar-se. Porém, se já alimenta seu bebê com biberão, o lugar mais seguro é no berço ao lado da sua cama.




"O nosso papel como pais não é adestrar os nossos filhos,
como se fossem animais de circo,
mas tratá-los com respeito e integridade,
para que se desenvolva a sua habilidade natural de pensar bem
e de serem eles os seus próprios guias."
Aletha Solter em "Mi niño lo entiende todo".

"Uma infância feliz é um tesouro que dura para sempre,
que ninguém poderá roubar.
A infância do seu filho está agora nas suas mãos."
Carlos González, autor de "Mi niño lo entiende todo" e "Bésame mucho".



Seu bebê merece todo carinho, respeito e dignidade!

Fonte:
Leite materno Acessado: 12/04/2012 às 20:18